Para se inspirar

Caso real: como a EMEIEF Boa Vista do Sul faz seu planejamento

Conheça a experiência da diretora Marlúcia Brandão e da professora de Matemática Roseana de Souza na organização do ano escolar

Com muitos professores especialistas, o planejamento do Fundamental 2 é mais complexo. Ilustração: Pablo Stanley/Humaaans

Há três anos, Marlúcia Brandão trabalha como diretora na EMEIEF Boa Vista do Sul, em Marataízes (ES). No início do ano letivo surge uma de suas tarefas mais importantes: organizar o planejamento anual. “O professor tem de ser a ponte que faz com que as crianças atravessem de uma base de conhecimento que elas já têm para outra que vão construir naquele ano. E é no planejamento que definimos como será esse caminho”, diz. Por contar com mais professores e por serem eles especialistas em suas disciplinas, o planejamento para o Fundamental 2 tem algumas especificidades. Marlúcia e a professora Roseana de Souza, que dá aulas de Matemática, explicam como funciona esse período.

Alinhamento entre a gestão

Como a escola não conta com um vice-diretor, o primeiro passo de Marlúcia é se reunir com a coordenadora pedagógica responsável pelo Fundamental 2, Valquíria Silva, para que conversem e definam o que será feito no planejamento. 

Semana pedagógica 

Graças ao tempo previsto no calendário escolar pela Secretaria de Educação do município, o período não dura realmente uma semana inteira, mas são reservados cerca de três dias para que a equipe se reúna antes da chegada dos alunos. “Nosso  primeiro contato é com todo mundo junto: diretora, coordenadores, professores e outros funcionários. Recebemos os informes, traçamos os projetos comuns entre as disciplinas e estabelecemos possíveis datas”, conta Roseana.

Conversa entre os professores da disciplina

Para que não aconteçam várias propostas de planejamento diferentes ao mesmo tempo, os professores reúnem-se com os outros docentes responsáveis pela mesma disciplina. O planejamento é feito de acordo com o previsto no livro didático e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A cada 15 dias, ou semanalmente quando possível, os professores voltam a conversar para saber o que está acontecendo em cada turma e pedir ajuda caso necessário.

Agrupamento por áreas

Com base no que foi discutido na conversa de cada disciplina, os professores de diferentes áreas conversam sobre a necessidade e a possibilidade de criar projetos que envolvam toda a escola ou contemplar uma disciplina no projeto de outra área (por exemplo: a Feira de Ciências pode relacionar trabalhos em Matemática).

Diagnóstico inicial

“Fevereiro é dedicado às avaliações diagnósticas. O professor escolhe entre avaliações orais ou escritas para detectar onde o aluno está, quais habilidades e competências ele já apresenta”, explica a diretora Marlúcia. “Às vezes, uma turma está bem diferente da outra, o que vai exigir planejamentos diferentes. Em março, o professor começa a aplicar os conteúdos daquele ano.”

Orientação por parte da gestão 

No ano passado, a escola começou a fazer conversas e formações a respeito da BNCC, o que continuará no próximo período de planejamento. Segundo Marlúcia, o fato de a coordenadora Valquíria estar em contato com os professores sempre que possível e relembrá-los sobre a BNCC faz com que o conteúdo escolar fique mais coeso.

Planejamento contínuo 

Segundo Roseana, o planejamento do início do ano é diferente, pois nele é preciso programar a recepção de todos, definir os projetos do ano e os conteúdos do primeiro trimestre. Como o trabalho já é grande, pontos específicos dos próximos meses são definidos nas reuniões trimestrais que acontecem entre toda a equipe pedagógica, além das constantes reuniões entre os professores e a coordenadora. 

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