PARA PLANEJAR O RETORNO

VÍDEO - Área externa: a importância das atividades ao ar livre

Dependendo da estrutura da creche, pode ser uma boa opção estimular ao máximo o contato das crianças com a natureza

Estar ao ar livre é fundamental para toda criança em qualquer circunstância. A limitação do contato dos pequenos com a natureza durante o isolamento social faz de qualquer área externa de uma escola, seja ela estreita ou ampla, um espaço mais do que atraente. Sentir o toque da grama, a textura das plantas e flores, tomar um sol e curtir uma sombra, observar os pássaros e insetos... isso tudo são interações que fazem grande falta.

Se a prioridade é considerar a saúde das crianças, áreas externas também podem ser até mais seguras, se permitirem um distanciamento social adequado, de cerca de 2 metros, entre os pequenos. Uma das maiores preocupações das autoridades no desenvolvimento de protocolos é que os ambientes onde as crianças realizem suas atividades estejam bem ventilados. Não há melhor forma de garantir isso do que em um jardim ou um parquinho do lado de fora.

A valorização da área externa é um dos pilares da Creche Baroneza de Limeira, em São Paulo (SP). Nos últimos 4 anos, a instituição participou do Dia de Aprender Brincando, uma iniciativa global que ocorre anualmente em 17 de maio, quando escolas desenvolvem todas suas atividades ao ar livre. "Agora, essa importância ganha mais um sentido, pois garante as mais variadas propostas com um risco mínimo de contágio", ressalta Amanda Grispinho, educadora social em arte e cultura da creche (assista ao vídeo acima).

A Baroneza está planejando diversas atividades a serem feitas na área externa no retorno: histórias narradas em pequenos grupos, modelagens e brincadeiras e até momentos de sono e refeição. Para garantir tantas interações com segurança, o plano é fazer um revezamento levando em conta a quantidade de crianças por metragem, com intervalos para higienização a cada liberação de uso. Além disso, os pátios serão vaporizados diariamente com uma solução de água, detergente e desinfetante. 

Nem toda creche possui uma área externa tão ampla, o que dificulta até a formação de agrupamentos. É o caso do CEI Semeando o Futuro, também de São Paulo. A creche conta com um ateliê a céu aberto, organizado em uma agradável sombra proporcionada pela árvore de um terreno vizinho. Mas a diretora, Caroline Milaré Campion, acha que será difícil usar o espaço para interações e brincadeiras com as crianças, se for necessário respeitar alguma medida de distanciamento. “Nosso plano é fazer algumas refeições no local e desenvolver algumas atividades sem tanto envolvimento em grupo, mais individuais.”

Em Lagoinha (SP), a EMEI Arco-Íris também pretende desenvolver muitas das atividades ao ar livre, como recomenda os protocolos de volta às escolas desenvolvido pela Rede Municipal. “Nossa área externa não é ideal para fazermos todas as atividades, mas acho que vamos conseguir realizar um bom trabalho.”

Para as creches que possuem área externa de dimensão razoável, muitas atividades podem ser realizadas. A equipe da Baroneza de Limeira já planeja estações para brincadeiras com aviões de papel e blocos de madeira. Além disso, propostas com água terão grande importância, até por envolverem a higiene pessoal: em dias ensolarados, banhos de mangueira, banhos em bonecos e até lavagem dos brinquedos são algumas das atividades possíveis para o retorno.

Além da preocupação com a segurança e o distanciamento, a área externa da creche está sendo preparada com especial atenção ao acolhimento dos pequenos. “Queremos que a criança se sinta especial e se sinta convidada a expor os seus sentimentos e ideias sempre”, diz a educadora Amanda Grispinho

A professora Érika Galione, também da Baroneza de Limeira, sabe que será muito difícil realizar algumas atividades sem qualquer tipo de contato físico, já que as interações e as brincadeiras são os eixos estruturantes da Educação Infantil na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Por esse motivo, as próprias crianças e suas famílias serão convidadas a debater, questionar e corroborar os cuidados e protocolos no uso da área externa. “A ideia é realizar propostas acolhedoras e seguras, sem perder a humanização, o afeto e a empatia.”

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