PARA PLANEJAR O RETORNO

VÍDEO - Sala dos professores: vale a pena voltar para ela?

Manter o que deu certo no contexto remoto e ter empatia com os sentimentos das famílias e educadores será fundamental

A pandemia de covid-19 trouxe enormes dificuldades para a Educação, mas também proporcionou novas formas de se pensar o trabalho dos professores e gestores em um contexto remoto. As circunstâncias do isolamento social levaram muitos educadores a se familiarizarem com o uso de plataformas síncronas, como o Google Meet e o Zoom, e aplicativos, como o WhatsApp. Se o retorno ocorrer antes da descoberta de uma vacina e de uma campanha de imunização, será importante poupar ao máximo as atividades presenciais. A experiência acumulada em meses de contexto remoto pode vir a calhar. 

A possibilidade de adotar um modelo híbrido, que combina atividades presenciais e remotas, pode ser um caminho interessante também para os encontros entre professores e gestores. Na Creche Baroneza de Limeira, em São Paulo (SP), a sala onde os educadores costumam se reunir ficará reservada para pequenos encontros, enquanto a formação das equipes continuará a ocorrer on-line. 

Uma das preocupações da creche é garantir o máximo possível de espaços disponíveis para os pequenos, o que também estimula a continuidade dos encontros a distância. “Em grande parte do tempo esse espaço será usado nas propostas com as crianças, já que a escola pretende manter a maioria dos momentos formativos dos educadores virtualmente, potencializando o tempo e evitando aglomerações”, explica a coordenadora pedagógica Valdirene Lopes. (Conheça mais sobre a proposta da creche no vídeo acima.)

Diálogo com as famílias

Uma das prioridades dos encontros formativos da Baroneza de Limeira será trabalhar detalhadamente seu plano de retomada com as famílias. Os sentimentos e opiniões em relação a um possível retorno estão no centro da preocupação de muitas creches e redes neste momento. A Rede Municipal de Lagoinha (SP) está organizando um questionário para saber como as famílias da rede encaram um possível retorno. Claudiane Araújo, coordenadora pedagógica da EMEI Arco-íris, conta que o município passou a  registrar casos de covid-19 apenas recentemente — são 28 confirmados e nenhum óbito até o momento, segundo dados divulgados pela prefeitura em 19 de agosto. “Algumas famílias, que tinham a intenção de retornar, podem voltar atrás nesse cenário.”

O CEI Semeando o Futuro, de São Paulo, realizou recentemente uma enquete com as famílias sobre um possível retorno. “Das 60 famílias, 14 querem a volta, o restante ou não quer ou não sabe”, comenta a diretora, Caroline Milaré Campion. 

Além das famílias, os educadores e funcionários precisam ser muito bem acolhidos nas suas angústias e receios. Ceila Pastório, diretora pedagógica da Baroneza de Limeira, afirma que será adotada uma prática permanente de apoio aos profissionais da instituição. “É importante que a gente mantenha todos os canais de amparo. Individualmente, quando for o caso, por meio de terapeutas, mas também formando uma rede de acolhida.” Para Ceila, será fundamental o desenvolvimento de algumas competências socioemocionais, como a empatia, a escuta atenta e o carinho com todos os colaboradores da creche. 

Como nem todas as creches possuem um terapeuta e uma enfermeira em sua equipe, como a Baroneza, Ceila recomenda que outras escolas com menos estrutura procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e busquem formar redes de apoio: "Isso dá segurança tanto aos funcionários quanto às famílias e crianças".

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