Para ouvir a turma

Baixe um questionário para sondar e avaliar a autoestima de seus alunos

Inspirados no projeto do professor de Educação Física Luiz Gustavo Rufino, um dos vencedores do Prêmio Educador Nota 10 de 2019, organizamos uma relação de perguntas que podem incentivar os estudantes a refletirem sobre si mesmos e as transformações pelas quais têm passado

Ilustração de três alunos preocupados com suas mudanças corporais relacionadas à aparecimento, sendo elas: espinhas, cabelo e pelos.
Ilustração: Clara Gastelois/NOVA ESCOLA

Embora o educador possa estar atento e suspeitar de algumas questões pessoais que os estudantes possam estar enfrentando, ninguém melhor do que as próprias crianças e adolescentes para dizerem como se sentem em relação a si mesmas, ao próprio corpo e ao seu momento atual. A maneira de acessar isso, contudo, pede alguns cuidados. Uma roda de conversas, por exemplo, é interessante para debates, mas não é o ideal para tratar de temas mais sensíveis e pessoais.

Por isso, um questionário a ser respondido individualmente pode ser um caminho. “A partir desse mapeamento, o professor terá dados e elementos para estruturar uma prática pedagógica comprometida com essas questões da identidade”, explica o professor de educação física Luiz Gustavo Rufino, de Paulínia (SP), um dos vencedores do Prêmio Educador Nota 10 de 2019, com um projeto que teve início a partir de um questionário sobre a autoimagem dos estudantes.

Nessas perguntas vale abordar como as alunas e os alunos se sentem em relação ao próprio corpo, mas também, considerar um contexto mais amplo de identidade e autoestima: quais são seus sonhos, as carreiras que desejam seguir, quem são as pessoas que admiram, a relação com a escola e como foi e tem sido a travessia da pandemia. 

Antes de entregar o questionário, reforce que as respostas permanecerão anônimas e explique o objetivo desse mapeamento. Deixe que cada aluno escolha como prefere respondê-lo: em casa, ele pode ter mais tempo, concentração e privacidade; na escola, pode fazer parte de um momento mais descontraído, como em espaços abertos e em meio à natureza. 

Com os questionários preenchidos, busque padrões e identifique questões que precisam ser tematizadas no coletivo, por meio de atividades e projetos. O resultado também pode ser compilado e compartilhado com a turma, desde que as informações não permitam identificar os estudantes. Para tanto, evite quantificações e dados muito específicos.

“Compartilhar esses resultados pode ser muito positivo porque torna a discussão concreta, aproxima o tema da turma como um todo e provoca identificações. Mesmo que eles não saibam exatamente qual dos alunos apresenta uma ou outra questão, eles vão percebendo que os colegas também enfrentam desafios próprios, parecidos. Isso dá uma dimensão coletiva para o tema e dá margem à empatia e ao cuidado com o outro”, afirma Luiz Gustavo. 

Abaixo, preparamos um roteiro de perguntas que pode apoiar esse mapeamento da autoestima da turma. Confira:

BAIXE O QUESTIONÁRIO

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