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E-book: Guia de saúde mental para os educadores

Confira sugestões de estratégias para minimizar alguns fatores causadores de estresse

Criar pausas ao longo do dia é uma das estratégias para cuidar da saúde mental. Julia Coppa | NOVA ESCOLA

Era uma vez duas jovens noviças. Elas estudavam na Congregação das Irmãzinhas da Sagrada Conceição, em São Paulo (SP). Queriam se tornar freiras e trabalhar com crianças. Mas, com o passar do tempo, ambas descobriram que esse não era o melhor caminho para elas. Uma foi morar no interior do Paraná e outra continuou na capital paulista. Dezoito anos depois, elas se reencontraram na internet. Ambas trabalhando na área da educação, a missão que abraçaram quando deram adeus ao noviciado. Em meio à pandemia, a amizade entre Alair de Carvalho das Neves, psicóloga nas secretarias municipais de Educação de Roncador e de Mato Rico, ambas no Paraná, e Ceila Luiza Pastório, diretora pedagógica de Educação Infantil na Creche Baroneza de Limeira, em São Paulo (SP), renasceu.

“Para mim, o que não falta neste mundo é gente boa querendo ajudar. E a Alair é a prova disso”, diz Ceila. A antiga colega de convento decidiu focar seu trabalho no bem-estar dos educadores, quando teve início a quarentena e as escolas ficaram fechadas. Sob o tema “Cuidando de quem cuida: a saúde do educador”, Alair promove lives com professores, de maneira voluntária. Na metade de julho, realizou um encontro virtual com os docentes da escola de Ceila. “Foi uma live incrível, excelente”, elogia a diretora pedagógica.

Como uma observadora próxima, Alair acredita que os professores entraram na quarentena com um grau de energia alto, mas, agora, estão exaustos. Ana Teresa Gavião, diretora da Fundação Antônio-Antonieta Cintra Gordinho, que mantém escolas de Educação Infantil e Ensinos Fundamental e Médio em Jundiaí (SP), concorda que houve mudanças no estado de espírito dos educadores ao longo da quarentena. “Eles começaram aflitos e perdidos, sem saber como iriam manter o contato com as crianças na pandemia”, diz. “Depois que essa questão foi resolvida, surgiu outro problema: a frustração”. Segundo a gestora, os docentes criaram grandes expectativas sobre como seria a aula a distância e o envolvimento das crianças. “Mas elas estavam acostumadas com o aconchego dos educadores, era algo que as inspirava a aprender. Não é a mesma relação que desenvolvem com a tela”, explica Ana Teresa, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). Por isso, a diretora sempre indica aos professores pensarem em propostas simples de aprendizagem. “Necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais!”, diz ela, que promove encontros duas vezes por semana com a equipe docente.

Há outras estratégias possíveis. Para colaborar, reunimos em um e-book 10 sugestões para amenizar as preocupações e melhorar a saúde mental. O material foi preparado com base nas indicações das especialistas entrevistadas e também da psicóloga Viviane Neves Legnani, professora da graduação e da pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) e consultora deste especial sobre saúde mental. O e-book está disponível para você baixar e compartilhar com os colegas professores e gestores. 

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