Para considerar

6 pontos de atenção ao trabalhar com a abordagem “faça você mesmo”

Além da garantia da segurança, confira outros pontos que devem ser observados ao trabalhar esta proposta com as crianças

Fotografia de criança brincando com materiais de largo alcance em um parque ao lado de seu pai.
Fotografia: Marcela Alvim/NOVA ESCOLA

A cultura “faça você mesmo” faz parte do dia a dia das crianças da Educação Infantil que, constantemente, estão em contato com uma infinidade de possibilidades criativas. Mas na hora de construir um carrinho, uma boneca, um binóculos, um robô, ou até mesmo preparar uma comida, pode ser que alguns materiais não sejam muito seguros para o manuseio das crianças sem a supervisão de um adulto. É o caso de objetos pontiagudos e peças que possam ser engolidas, por exemplo. 

A partir da premissa de que as propostas “mão na massa” requerem um ambiente seguro para os pequenos, listamos alguns pontos de atenção recomendados pelas especialistas ouvidas por NOVA ESCOLA que o educador deve ter em mente na hora de planejar e desenvolver atividades e brincadeiras com esta abordagem com sua turma.

1. Segurança em primeiro lugar. Independentemente da etapa de ensino, a segurança é ponto crucial na hora de trabalhar com as crianças atividades “faça você mesmo”. A atenção deve ser dobrada com as pequenas, que ainda não têm tanta autonomia. Por exemplo: se a ideia é fazer um projeto no qual será necessário o uso de cola quente, o ideal é que o professor organize a turma em formato de oficina, ou seja, em roda, para que ele mesmo possa manusear esse material. Conforme as atividades forem acontecendo, o educador pode pensar em formatos diferentes para realizar as propostas, além de conversar e mostrar os perigos de utilizar materiais que podem machucar, como é o caso de tesouras.

2. Evite o uso de alguns materiais. Mais uma vez, é preciso atenção ao escolher os materiais que serão utilizados pelos pequenos. Se a atividade for pensada, por exemplo, para a faixa etária dos bebês (zero a 1 ano e 6 meses) e das crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) que não têm tanta autonomia, evite o uso de materiais cortantes, embalagens de produtos tóxicos ou peças que podem ser engolidas.

3. Garanta um espaço confortável. O ambiente em que a atividade será realizada deve contar com uma estrutura adequada para as crianças, principalmente em relação ao manejo dos materiais, altura dos móveis e livre locomoção. O tempo também deve garantir a exploração e a criação de qualidade, inclusive, para que os pequenos possam retomar seus projetos em outros momentos.

4. Aposte nos ambientes externos. Sempre que possível, leve a turma para experienciar atividades ao ar livre. Nessas ocasiões, sugira também o uso de elementos da natureza para as criações, como folhas, sementes, galhos e terra. Lembrando que alguns deles, para serem manuseados pelas crianças, requerem a supervisão de um adulto.

5. Nunca deixe as crianças sozinhas. Há quem diga que nenhum material é perigoso desde que um adulto esteja olhando. Na Educação Infantil, principalmente, as construções devem acontecer com a coparticipação de um adulto, que estará junto para garantir a segurança e, também, a higiene das crianças. Esse é um processo que requer atenção e, sobretudo, paciência.

6. Apoie as criações dos pequenos. O professor deve atuar fazendo novas proposições, apoiando quando a criança demonstra necessidade, mediando as interações na ocorrência de pequenos conflitos etc. Nas propostas “mão na massa”, a participação da criança é ativa, no entanto, há momentos que exigem maior atuação do professor, como no recorte de algum material específico, uso de cola quente e outros produtos. O apoio das famílias também pode ser solicitado, pois as crianças valorizam muito essa interação.

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