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Como fazer uma roda de leitura diferente

Veja 6 dicas de Mara Mansani para ajudar as crianças pequenas a serem protagonistas na contação de histórias

A professora Mara Mansani escolhe livros para atividades com seus alunos. Foto: Mariana Pekin

Professora há 30 anos, Mara Mansani já lecionou da Educação Infantil à Educação de Jovens e Adultos (EJA) e é colunista do site de NOVA ESCOLA. A seguir, a educadora apresenta seis dicas para planejar e inverter a ordem tradicional da roda de leitura, permitindo às crianças pequenas contarem as histórias. Essa proposta é indicada para alunos de 4 a 6 anos, mas com as devidas adaptações pode ser realizada com outras faixas etárias.

1. Como escolher o que vai ser lido 

Mara aconselha que a história escolhida já seja conhecida pelas crianças e, de preferência, tenha sido contada pela professora em outro momento. Com o tempo, o repertório pode ser ampliado. Preste atenção na habilidade delas de lembrar os detalhes, a ordem dos acontecimentos e de reproduzir o modelo de contação da professora. Também é possível deixar que elas improvisem e criem suas próprias histórias, além de alterar outras já conhecidas. Para que isso aconteça, elas precisam se sentir à vontade. O papel do docente é dar oportunidade para que todos participem, fazer perguntas sobre o que está sendo contado e estimular a criatividade. 

2. Quais estratégias podem ser usadas na contação de histórias 

Objetos e outros acessórios são grandes aliados para as crianças pequenas conseguirem expressar a história que estão contando. Oriente-os na escolha dos objetos, que podem representar personagens, acontecimentos ou lugares. Outra sugestão é contar a história por meio de teatro de sombras ou de imagens previamente selecionadas, recortadas de jornais e revistas. Os recursos de áudio também podem explorados, como pedir para que as crianças façam sons de animais e outros efeitos sonoros, como o som da chuva, por exemplo. 

3. Como organizar o ambiente

O espaço deve ser confortável, acolhedor e inspirador. Mara também sugere, caso o professor queira e ache necessário, a decoração do ambiente com as crianças, de acordo com a história a ser contada.

4. Periodicidade e duração da atividade

A ideia é que a educadora adapte o tempo da atividade de acordo com a realidade dela e das crianças, mas sugere-se que não seja muito longa, uma vez que é difícil manter a atenção da turma por tempo muito prolongado. Sobre a frequência, Mara orienta que seja feita a cada 15 dias, alternando com a roda tradicional, com histórias contadas pela professora. 

5. Quais orientações dar aos alunos

A educadora não deve ser passiva, mas uma mediadora na contação da história, orientando a respeito das melhores formas de participação e desenvolvimento de todos. Também deve-se ficar atenta aos conflitos que provavelmente surgirão ao longo da atividade e auxiliar na resolução dos mesmos. 

6. Relaxe 

Um dos objetivos da inversão na roda de histórias é estimular a autonomia das crianças pequenas na contação. Por isso, aconselha Mara, a professora não deve ficar preocupada ou se desesperar caso a dinâmica não aconteça da maneira como foi planejada. Lembre-se: tudo é aprendizado. 

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