Para usar com seus alunos

Atividade: A história do Bumba Meu Boi contada em uma aula de Artes

Lenda de um dos mais conhecidos personagens do folclore brasileiro é o ponto de partida do trabalho proposto pela professor Jerlice

Por Maria Lígia Pagenotto

O Folclore pode ser uma viagem pelo mapa do Brasil: Jerlice, que trabalha em São Paulo (SP), propôs uma atividade sobre o Bumba Meu Boi, da região amazônica. Ilustração: Estúdio Kiwi/NOVA ESCOLA

A professora de artes Jerlice Feitosa de Souza sugere que, num contexto de aula on-line, os alunos trabalhem com a representação do Bumba Meu Boi. Segundo ela, a lenda ainda é pouco conhecida em alguns locais do Brasil, embora seja bastante popular na região amazônica.

Jerlice, que trabalha na EE Prof. Adelaide Ferraz de Oliveira, em São Paulo (SP), adaptou o próprio planejamento para ajudar você, que está pensando em propor uma atividade para seus alunos remotamente. Vamos lá?


ATIVIDADE: A HISTÓRIA DO BUMBA MEU BOI 

Construindo uma fantasia para brincar e festejar o personagem em casa


Indicado para: Turmas do 1º ao 5º ano

Materiais: Sucata e outros materiais que os alunos tiverem em casa, para construir e decorar o boi; celular para compartilhamento da atividade.

Na BNCC: 

Música 4º (EF04AR17) - Apreciar e experimentar improvisações musicais e sonorização de histórias, explorando instrumentos musicais convencionais e não convencionais, de modo individual e coletivo. Processos de criação.

Habilidade Articuladora 4º (EF15AR25) - Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas. 

Teatro 3º (EF03AR20) - Experimentar o trabalho colaborativo e coletivo em improvisações teatrais e processos narrativos, criativos em pantomima, explorando a teatralidade do figurino e das fisicalidades. Processos de criação.


PASSO A PASSO

1. Apresente o personagem: Apesar de famoso, a turma pode não conhecer a lenda do Bumba Meu Boi, também chamado de Boi-Bumbá. Conte como ele é tratado de formas diversas pelo país: para tanto, você pode seguir o exemplo de Jarlice e gravar um vídeo contando a história (ela escolheu fazer a indicação da lenda amazônica, em que os bois devem se enfeitar para uma disputa. Ganha o mais bonito). Sugira que as crianças façam, com o auxílio dos pais, uma pesquisa sobre o personagem. 

2. Colha as informações: Na aula seguinte, os alunos devem apresentar o que pesquisaram. Caso a aula não seja síncrona (isto é, ao vivo, por videochamada), eles devem mandar um pequeno vídeo contando sobre o que aprenderam.

3. Proponha a atividade criativa: Peça aos alunos que construam, com os materiais que tiverem em casa, o seu Boi. O personagem deve ser o mais bonito possível, na concepção da criança, e lembre que o mais bonito ganha a disputa. Cada um faz a sua produção. O boi mais bonito da sala (escolhido pelos alunos) vai disputar com outros. Antes disso, a professora deve convidar um grupo de alunos para serem os jurados da disputa.

4. Veja os resultados: Para a apresentação dos seus bois, os alunos devem fazer um vídeo ou fotos e enviar para a professora. Jerlice sugere que façam vídeos, contando um pouco da história do boi, o que aprenderam, como foi fazer sua produção.

4. Pense em novas possibilidades: A lenda do Boi não se resume a essa disputa, vale lembrar. Essa é uma forma simplificada de envolver as crianças na história mas, segundo Jerlice, o professor pode criar outras situações. Outras possibilidades se abrem caso as crianças tenham a possibilidade de encenar o auto do Bumba Meu Boi, com auxílio de outras pessoas da família. Fica a critério do professor decidir como conduzir o processo. O importante é que uma das versões da lenda seja apresentada e discutida com as crianças. 

- A professora conta uma lenda e oferece uma espécie de ficha técnica do personagem: as crianças devem desenhar a figura de acordo com sua interpretação e depois compartilhar com os colegas, explicando seu desenho.

- As crianças podem gravar um causo, uma adivinha ou uma trava-língua que tenham, por exemplo, aprendido. Podem também pedir para algum adulto da família contar um causo de sua infância e gravar essa fala em vídeo, para apresentar à professora.

- Outra opção é sugerir para a criança gravar um vídeo cantando ou dançando algum tema relacionado ao folclore.

- Caso prefira, ela pode fazer uma releitura, gravada em vídeo, de uma lenda ou história contada pela professora.

PONTO DE ATENÇÃO: Vale lembrar que as histórias e lendas do folclore costumam ser assustadoras. A forma como o professor irá contá-las para as crianças e, principalmente, a contextualização do personagem, é que farão a diferença e darão mais sentido à narrativa, segundo os especialistas.

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