Para usar com os alunos

Como avaliar de forma contínua no modelo a distância

Conheça estratégias para acompanhar as aprendizagens e realizar ajustes ao longo do processo

Ilustração: Rafa Nunes/NOVA ESCOLA

No modelo presencial, todo professor está acostumado a observar o andamento de uma sequência didática ou de um projeto no decorrer dele. "Conseguimos sentir quando damos uma aula que não engajou ou que os alunos não entenderam nada", explica Lilian Bacich, diretora da Tríade Educacional. 

Agora, quando cada estudante está em sua própria casa, o desafio aumenta. Por isso, é fundamental pensar em estratégias que permitam que professor e aluno tenham dados para constantemente compreender como as aprendizagens estão acontecendo e, se necessário, realizar ajustes.

A elaboração da avaliação deve estar presente desde o momento do planejamento. "É a ideia de planejamento reverso, em que o professor define primeiro os objetivos e pensa em como vai observar se eles foram alcançados ou não", afirma Lilian Bacich.

Realizar questionários – com plataformas como a Khan Academy, Socrative ou Kahoot! – é uma das possibilidades, mas também pode-se seguir por outros caminhos. Um caminho útil é avaliar não apenas a aprendizagem aplicada dos estudantes, mas também, o andamento das atividades. 

Vale saber se os estudantes estão se interessando pelas atividades, se os conteúdos são interessantes e se as tarefas são desafiadoras. Isso pode ser feito de maneira mais informal, separando um tempo durante as videochamadas, ou de maneira mais estruturada, elaborando pesquisas – os Formulários do Google podem ser uma boa ferramenta – em que eles apresentam suas opiniões (o que deve funcionar melhor com alunos mais velhos).

Outro caminho possível é propor que os alunos realizem suas autoavaliações, propondo rubricas que permitam a eles observar o quanto estão se dedicando e o quanto estão aprendendo nesse modelo. Para os alunos mais novos, uma possibilidade é usar desenhos: defina os critérios junto às crianças e peça que elas atribuam "carinhas" ou emojis para o seu desempenho naquele critério.

Um exemplo: se a turma define que a quantidade de atividades é importante para definir o desempenho, estudantes podem usar os emojis. Essas avaliações podem ser feitas ao longo do processo e dar insumos para o professor replanejar a sequência de aulas. "Também temos de pensar o que vai dar menos trabalho, tanto para o professor quanto para o aluno", destaca Lilian.



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