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Neurociência: mito ou verdade?

Entenda mais sobre ideias nascidas de dados neurocientíficos que foram, ou não, comprovados

Ilustração: Bárbara Malagoli

Embora seja um campo de grande relevância para a Educação, há muita desinformação quando o assunto é neurociência. Confira, abaixo, se a informação é verdadeira ou falsa.

Usamos apenas 10% do nosso cérebro
MITO. Neurocientistas lembram que aproveitamos o órgão totalmente. Um simples abrir e fechar de mãos implica absorver bem mais de 10% dele. Mesmo quando o corpo está em total estado letárgico, o cérebro continua na ativa, controlando funções como atividade cardíaca, respiração e memória. Outro indício de pleno uso é o de que, quando qualquer célula nervosa deixa de funcionar, ela automaticamente se degenera e morre ou é colonizada por áreas vizinhas. Nosso corpo sabe disso, então não dá folga ao cérebro. Sabe que é vital.

É preciso estimular o máximo de aprendizagem nos três primeiros anos de vida
MITO. A teoria, aqui, é a de que os três primeiros anos seriam os mais ativos e mais passíveis de mudanças cerebrais pelo tanto de sinapses ocorridas nesse período. Isso desencadeou certa overdose de estímulos sobre as crianças. Seria nesse momento ou nunca mais. Sabe-se hoje que, com o tempo, ocorre a filtragem dessas conexões e a criação de outras durante a adolescência, que envolvem tomada de decisões, ponderação de riscos e raciocínio abstrato, por exemplo.

O videogame sempre tem valor pedagógico.
MITO. São elementos muito utilizados em educação e defendidos por vários, mas, segundo o neurocientista Roberto Lent, não há evidência de que tenham valor educativo, mesmo aqueles que se apresentam com essa intenção. Ele fala especialmente de games disponíveis pelo celular.

Para o cérebro, tanto faz a língua
VERDADE. Chinês, francês, hebraico. Não importa a língua (se alfabética ou ideográfica) nem a ordem da escrita (da esquerda para a direita ou vice-versa). O cérebro usa a mesma área para a leitura.

Um cérebro danificado pode se reorganizar.
VERDADE. A plasticidade do cérebro, ou seja, sua maleabilidade, permite que ele se rearranje de tal forma que uma parte só possa assumir a função de uma que foi comprometida. Crianças com problemas de aprendizado podem adquirir ou readquirir habilidades, desde que bem orientadas e estimuladas. Com o passar do tempo, a flexibilidade do cérebro diminui, mas não necessariamente se extingue – vide a recuperação de que quem, por causa de acidentes vasculares cerebrais, perdeu certos movimentos.

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