Para usar com seus alunos

Como reagir às agressões virtuais contra si e os alunos

Atuação conjunta entre docentes e coordenação pedagógica minimiza impactos de interações agressivas ou inadequadas

Nenhuma situação de desrespeito deve ser ignorada, e a gestão escolar precisa dar apoio ao professor. Ilustração: Pedro Hamdan/NOVA ESCOLA

Apesar dos formatos diferentes de interação, os ambientes escolares virtuais também devem ser compreendidos como espaços de respeito e cordialidade entre professor e aluno e entre os próprios estudantes. No entanto, registros de agressões virtuais são uma realidade observada nos últimos quatro meses de aulas remotas. São xingamentos pelo chat, abertura de câmera para exibição de vídeos inadequados, ou outras formas de agressão em plataformas síncronas.

Para Adriana de Melo Ramos, coordenadora do curso de pós-graduação em Relações Interpessoais na Escola pelo Instituto Vera Cruz, nenhuma situação de desrespeito deve ser ignorada e o tema deve ser tratado com a mesma seriedade que seria conduzido se registrado em aula presencial. “Uma coisa são as situações de indisciplina ou de rebeldia, outras são aquelas de desrespeito com o outro”, pondera. 

Para a especialista, além de encaminhar o caso de agressão para a equipe pedagógica que acionará o aluno e a família, a circunstância também deve gerar conversas com a turma para fortalecer o senso de coletividade e o compromisso com um ambiente mais receptivo. “Os alunos podem ser instigados a refletir sobre como acham que o professor se sentiu, o que fariam no seu lugar. Perguntas para eles perceberem a indignação do professor alvo de agressões”, explica Adriana, que também é pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM) da Unicamp.

Atitudes drásticas

Retirar ou não o aluno da aula virtual deve ser uma decisão do professor no momento da ocorrência, mas cabe à direção e coordenação pedagógica conduzir a questão após o fato consumado. Aliás, assim como os professores, também a equipe pedagógica deve estar online e atuando remotamente para agir com rapidez em casos de agressões, pondera Tiago de Paula Cunha, coordenador pedagógico da Sant'Anna International School, de Vinhedo (SP). 

Os casos de agressão ou de comportamentos inadequados podem ainda motivar a reavaliação dos combinados feitos com os alunos para as aulas remotas. Em conjunto, novas condutas podem ser incluídas para garantir um ambiente mais acolhedor para todos.

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