Sugestão de Atividade

Celular, papel e criatividade: as estratégias a distância de um professor de Matemática

Glédson de Almeida, que dá aulas para turmas do 6º ao 9º ano em Coruripe, prepara aulas síncronas on-line e também impressas para os alunos sem conexão

Glédson de Almeida, professor de Matemática na EMEB Engenheiro Guttemberg Brêda Neto, usa materiais simples e criatividade para acessar todos os alunos. Foto: Itawi Albuquerque/NOVA ESCOLA

Professor de Matemática do 6º ao 9º ano na EMEB Engenheiro Guttemberg Brêda Neto, em Coruripe, em Alagoas, Glédson Tenório de Almeida calcula que 50% dos cerca de 120 alunos buscam ou recebem os materiais impressos das aulas. Além disso, a outra metade consegue conectar-se com ele nas aulas síncronas. Diante dos diferentes cenários, Glédson reinventou a sua prática utilizando materiais simples e muita criatividade. 

Por isso, o professor vai até a escola para preparar e adaptar tanto as aulas planejadas para os alunos conectados quanto para aqueles que não conseguem se conectar e dependem da entrega do impresso.

Importante: a escola organizou-se com base nos protocolos sanitários para que cada professor ocupe uma sala e tenha a segurança possível para trabalhar.

Uma das estratégias que ele utiliza é conectar-se com os estudantes em uma chamada de vídeo pelo celular. No entanto, em vez de gravar apenas ele mesmo explicando, ele apoia o celular em uma base de acrílico para conseguir capturar as explicações e o desenvolvimento dos cálculos, que são feitos no papel mesmo, sem se esquecer de envolver os alunos.

Nas aulas síncronas, o professor Glédson aproveita o suporte para o celular para filmar a explicação dos cálculos. Foto: Itawi Albuquerque/NOVA ESCOLA 

Glédson vai resolvendo a atividade proposta, fazendo perguntas e pedindo para que os alunos contem para ele o resultado. É como ele faria na sala de aula com a lousa, porém, agora, de forma virtual.  Veja, abaixo no vídeo, como ele faz: 

Adaptação para o impresso 

No processo de adaptação das aulas virtuais para o material impresso, Glédson percebeu, por exemplo, que as tarefas precisam ser mais enxutas, ou seja, com menos questões. Também é importante expor o passo a passo de um cálculo inicial para que os alunos consigam responder aos demais. “Além disso, direciono muito as atividades para exemplos e exercícios com situações do cotidiano dos alunos, para buscar o interesse, mesmo”, conta.

Mas como explicar a Matemática, assunto que causa dúvidas em tantos alunos, a distância? “As estratégias utilizadas para passar os conteúdos de Matemática nesse período de pandemia tiveram de ser repensadas a fim de otimizar as informações passadas para os alunos em um curto intervalo de tempo”, explica ele, que acabou criando uma técnica para trabalhar os conteúdos.

Uma das técnicas utilizadas nesse período de aulas remotas foi o uso de mnemônicos (um conjunto de técnicas utilizadas para auxiliar o processo de memorização) para fixar fórmulas o mais rápido possível. Isso porque o intervalo de tempo de aula ficou reduzido e não dá para perder muito tempo com demonstrações e “baterias” de exercícios. Consiste na elaboração de suportes como os esquemas, gráficos, símbolos, palavras, paródias, músicas ou frases relacionadas com o assunto que se pretende memorizar.

“Estamos no meio de uma situação em que não há respostas corretas: a única coisa a se aspirar é encontrar o melhor caminho para minimizar os impactos que essa pandemia está causando em nossa educação”, defende o professor. Abaixo, veja e baixe um exemplo de atividade que o professor Glédson enviou para os estudantes. 

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