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Racismo e as manifestações ao redor do mundo

Vidas negras importam

Para além da pandemia do novo coronavírus, o mundo está balançado desde maio de 2020, quando um negro americano foi asfixiado até a morte por um policial. Saiba como abordar a questão do preconceito racial de forma consistente e responsável

Por Ingrid Yurie

Alunos conversando entre si sobre temas relacionados às manifestações antirracistas e contra a violência policial. Ilustração: Estúdio Kiwi | Nova Escola 

O assassinato do negro George Floyd, asfixiado por um policial branco em Minnesota, nos Estados Unidos, disparou uma série de manifestações pelo mundo, espalhando pela internet a #blacklivesmatter (#vidasnegrasimportam, em português), enquanto aqui, no Brasil, também perdemos, no mesmo período, os adolescentes João Pedro Mattos e Guilherme Guedes, igualmente vítimas da violência policial temperada com doses de preconceito contra pessoas pretas. “O racismo, além de provocar um estranhamento em relação ao outro, também invoca a noção errônea de que uma vida pode valer mais do que a outra, causando sofrimento a muitas pessoas. E se existe sofrimento, todos estão envolvidos”, diz Sueli Furlan, que leciona Geografia na Universidade de São Paulo (USP).

Diante desse cenário, a escola tem o papel de olhar para o que está acontecendo na sociedade, expor o tema e combater o racismo. Não se trata, contudo, de se limitar a ações pontuais quando tragédias acontecem, tampouco vitimizar a população negra. A proposta é tornar a questão permanente no currículo, com debates e atitudes, ainda que agora os estudantes estejam em casa, e mostrar a identidade negra de maneira afirmativa (confira sugestões no anexo). 

Essa função da Educação em relação a assuntos de raça tem respaldo na Lei nº 10.639, de 2003, que trata da obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nas escolas. O direcionamento é reforçado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que, por sua vez, orienta os currículos em relação à diversidade dos saberes, à empatia e ao cuidado com a saúde física e emocional própria e do outro. 

“A escola é o lugar onde temos a oportunidade e o dever de praticar a equidade e o respeito a todos, inclusive porque o racismo é uma questão sociológica, histórica, antropológica, econômica, política e geográfica”, explica Sueli.

Clique no botão abaixo para baixar uma lista de sugestões que você pode explorar com os estudantes.

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